Gerar emprego é prioridade em São Paulo

O melhor programa social é o emprego. Ele garante autonomia econômica, prosperidade social e independência em relação ao clientelismo. Mesmo antes de tomar posse, nossa primeira preocupação foi não perder postos de trabalho existentes.

Em dezembro, recebemos a informação de que a GM fecharia duas fábricas no Estado. Seriam 65 mil desempregados. Assim, criamos o IncentivAuto, programa para garantir empregos, ampliar contratações e atrair investimentos.

A GM manteve os empregos e anunciou investimento de R$ 10 bilhões até 2024, com 1,2 mil novas vagas. O IncentivAuto também foi decisivo para que a Scania anunciasse R$ 1,4 bilhão em investimentos até 2024, gerando 400 empregos.

O Brasil precisa modernizar a indústria, empregar tecnologia no agronegócio, facilitar serviços digitais e treinar mão de obra. Isso já acontece em Louveira desde maio, com a abertura do Centro de Inovações da Procter&Gamble, um investimento de R$ 200 milhões que criou 150 empregos.

A Qualcomm constrói, em Jaguariúna, a primeira fábrica de semicondutores para celulares do país, com cerca de mil empregos.

Na capital, vamos criar o Centro Internacional de Tecnologia e Inovação para aprofundar a integração entre empresas, universidades e governos. Vamos preparar técnicos com o Novotec, que oferece vagas para alunos do ensino médio. Além do programa Meu Emprego, plataforma online com 130 mil vagas em cursos gratuitos de qualificação.

Criamos ainda 11 polos de desenvolvimento, com benefícios que vão de simplificações tributárias e regulatórias à customização de cursos técnicos. A CSN anunciou, em junho, investimento de R$ 1,5 bilhão em uma laminadora de aço que integrará o Polo Metal-Metalúrgico, com 1,4 mil empregos previstos.

No setor público, autorizamos a contratação de 20 mil professores, sendo 3.156 nomeados e 17 mil temporários. Também nomeamos 3.739 policiais e autorizamos a contratação de outros 8.300 em concursos a partir de 2020. Em junho, demos posse a 98 novos procuradores do Estado.

Dados oficiais comprovam a liderança de São Paulo na geração de empregos. O Brasil criou 313.835 vagas de janeiro a abril deste ano. Com 22% da população e cerca de 33% do PIB nacional, o Estado contabilizou 40% dos empregos formais criados no país nesse período.

Em cinco meses, São Paulo preservou e criou empregos para mais de 200 mil pessoas. Ainda há muito por ser feito. Mas o trabalho e o emprego vão vencer os erros do passado. E o pessimismo do presente..

Em São Paulo, a menor taxa de homicídios

A polícia de São Paulo foi, em grande medida, a responsável pela enorme redução do número de homicídios, principalmente de jovens, negros e pobres das periferias. Isso não é uma opinião: é um fato objetivo referendado por estatísticas oficiais.

Os mais recentes dados foram publicados no Atlas da Violência 2019 do Ipea (Instituto de Pesquisas Aplicadas).

Enquanto os homicídios no Brasil cresceram 36,1% desde 2007 – chegando a 65.602 mortos em 2017, o que nos coloca na vergonhosa liderança mundial em número absoluto de assassinatos -, nesse mesmo período São Paulo reduziu em quase 30% esse tipo de crime.

A absurda desigualdade racial da violência letal do Brasil levou a que, em 2017, 75,5% das vítimas foram indivíduos jovens negros ou pardos.

Ou seja: de cada quatro pessoas assassinadas, três eram negros ou pardos.

Enquanto o número de homicídios nesse grupo aumentou mais de 62% nos dez anos da pesquisa (2007/2017) em todo o país, em São Paulo ele regrediu quase 17% no mesmo espaço de tempo.

Hoje, o Estado tem a menor taxa de homicídio de negros do Brasil. E essa tendência se acentuou ainda mais em 2019.

Nos quatro primeiros meses deste ano, o número geral de homicídios caiu 5%, e São Paulo alcançou a menor taxa de homicídios da história, com 6,5 assassinatos por 100 mil habitantes.

Há conquistas também no combate aos crimes contra o patrimônio.

De janeiro a maio deste ano, houve redução de 8,2% dos roubos em geral em comparação ao mesmo período do ano passado.

Os roubos de veículos e de cargas caíram muito mais: 16,6% e 20,8% respectivamente.

A queda, em grande medida, está relacionada às operações ostensivas São Paulo Mais Seguro e Rodovia Mais Segura, que criamos em janeiro.

Nunca se prendeu tanto em São Paulo.

De janeiro a abril, colocamos atrás das grades 62 mil criminosos, um aumento de 7% em relação ao mesmo período de 2018 (58 mil).

Todos esses resultados são fruto do espetacular trabalho dos policiais de São Paulo.

E sabemos valorizar esse trabalho.

Compramos equipamentos melhores, criamos a homenagem Policial Nota 10 e também pagamos mais de R$ 230 milhões de bônus por mérito e resultados.

Reitero meu compromisso: a melhor polícia do Brasil também será a mais bem remunerada força estadual do país até o fim de nossa gestão.

Segurança é cidadania.

Vamos trabalhar para que esta conquista de São Paulo se perpetue, para o bem de todos..

O novo PSDB e o Brasil

Na véspera de completar 31 anos, o PSDB elegeu uma nova direção nacional. A maior missão é promover a identidade de um partido comprometido com a democracia e o desenvolvimento. O novo PSDB defenderá a economia de mercado, o combate às desigualdades, a criação de oportunidades, a ética pública, com gestão inovadora e desburocratizante.

Uma legenda renovada por jovens, negros e mulheres, que promova o respeito, o diálogo e a tolerância. Um partido em que cidadãs e cidadãos, de todas as idades, gêneros, etnias, origens, credos e orientações sexuais sejam o centro de nossas atenções. Mas que também tem projeto econômico, capaz de abrir um novo ciclo de desenvolvimento, gerando empregos e integrando o Brasil ao mundo.

Diante do fracasso moral e econômico dos governos do PT, o PSDB se propõe a ser um partido de centro, com propostas de economia liberal, defendendo o estado menor, mais eficiente, transparente e desestatizante

O PSDB enfrentou e venceu muitos desafios. Com Fernando Henrique Cardoso liquidou a hiperinflação no Plano Real. Criou a Lei de Responsabilidade Fiscal e consolidou a estabilidade econômica. Universalizou o ensino fundamental e ampliou o ensino médio, além de combater o trabalho infantil. Implantou o Bolsa Escola, o primeiro programa social verdadeiramente transformador no Brasil.

Faz parte do nosso DNA desenvolver soluções duradouras para problemas que pareciam perpétuos. Foi assim com o primeiro programa de privatizações da história recente, o fim do monopólio estatal das telecomunicações. Há 21 anos, havia apenas 4,6 milhões de celulares e 17 milhões de linhas fixas no Brasil (havia filas de até dois anos por uma linha móvel e um telefone fixo custava R$ 12 mil reais no mercado paralelo). Hoje são mais de 230 milhões de celulares ativos e mais de 40 milhões de linhas fixas.

Lamentavelmente, novos problemas foram criados pelos erros do PT, cujos governos foram um desastre. No governo Lula, nunca se roubou tanto os cofres públicos. No período Dilma, o Brasil afundou de vez. E ainda colocou 14 milhões de brasileiros no desemprego.

O novo PSDB fará a democracia andar em parceria com a economia de mercado e a redução das desigualdades sociais. Um partido que acredita, como pregava Mário Covas, ser “possível conciliar política e ética, política e honra, política e mudança”.

Vamos ajudar a mudar o Brasil e diminuir as diferenças entre os mais ricos e os mais pobres. E não vamos colocar o interesse político à frente do interesse dos brasileiros. Apoiaremos a reforma da previdência, assim como as reformas tributária e política. E estaremos ao lado de todas as iniciativas que contribuam para o crescimento do Brasil..

Violência contra a mulher: fechar cerco aos agressores

Em São Paulo, adotamos medidas para que duas das mais importantes leis de proteção às mulheres – a Maria da Penha, de 2006, e a do Feminicídio, de 2015 – alcancem resultados e sejam obedecidas.

A prioridade é ampliar mecanismos de proteção das mulheres. Em quatro meses, passou de uma para dez o número de Delegacias de Defesa da Mulher abertas 24 horas por dia.Até o ano passado, apenas a unidade da Sé, no centro de São Paulo, funcionava ininterruptamente. Agora, fizemos a expansão para regiões nas extremidades da Capital, para o Interior, com DDMs 24 horas em Sorocaba e Campinas, e para o Litoral, com a DDM 24 horas de Santos.Nelas, as vítimas são acolhidas por delegadas e agentes especialmente treinadas. Serão 40 DDMs em todas as regiões do Estado até o fim de 2022.No mês de março e abril, com as dez DDMs em funcionamento, mais de 6,5 mil mulheres puderam recorrer ao Estado para se proteger.

Um dos efeitos da Lei do Feminicídio foi dobrar a pena para quem mata mulheres em cenários de violência doméstica ou discriminação à condição de mulher. Ao tipificar corretamente o crime, ampliam-se, num primeiro momento, as notificações à polícia.Para o Estado, saber onde acontecem e quando acontecem os crimes ajuda a formular políticas públicas mais eficientes. Para a sociedade, o fundamental é que todos os autores sejam identificados, julgados e punidos. O aumento da pena previsto na Lei do Femincídio só alcança o efeito inibidor, se houver a certeza da punição.

Outra preocupação é oferecer meios ágeis para proteger as mulheres. Lançamos o aplicativo SOS Mulher, desenvolvido pela Polícia Militar e acessível a todas as mulheres que já tenham medida protetiva concedida pela Justiça. Manter o agressor distante reduz o risco de desfechos ainda mais trágicos.

Com o aplicativo, mulheres que precisam de proteção imediata acionam a viatura policial mais próxima com um clique no celular. Em apenas 15 dias, foram realizados 2.381 downloads do SOS Mulher.

Mas também é preciso mudar a triste cultura machista que motiva agressões. Com a Campanha Maria da Penha, escolas estaduais e particulares desenvolvem atividades pedagógicas sobre leis de proteção à mulher e o respeito aos direitos humanos.Uma nova geração que saiba respeitar e dialogar é quem vai criar, de fato, uma sociedade mais justa para as mulheres.

O caminho da mudança é mais rápido quando cada mulher encontra uma delegacia para denunciar seu agressor e obtém a proteção do Estado. Devemos fechar o cerco a homens violentos, garantir que todos os criminosos sejam punidos e trabalhar para mudar a cultura machista dos que se julgam donos das mulheres. Chega de feminicídio..

Inovação é ordem na saúde em São Paulo

A gestão da saúde em São Paulo está sendo feita com inovação e ousadia. Em quatro meses de governo, disponibilizamos quase 300 mil novos exames de mamografia, ultrassonografia e endoscopia nos melhores hospitais e clínicas de sete regiões do Estado. Estendemos o atendimento em centros públicos de qualidade e firmamos parcerias com os melhores hospitais privados do Brasil, que agora atendem gratuitamente a pacientes da rede pública.

São os primeiros resultados positivos do Corujão da Saúde, um programa inovador que expande a realização de exames para horários noturnos e ociosos. O Vale do Paraíba foi uma das sete regiões já contempladas nestes primeiros quatro meses de governo.

A primeira etapa, iniciada em fevereiro, prevê a realização de 155 mil exames nas regiões de Campinas, Vale do Paraíba e Grande São Paulo. E a segunda, com 137 mil exames, começou em abril, nas regiões de Presidente Prudente, Bauru, São José do Rio Preto e Baixada Santista, com a meta de zerar a demanda por mamografias, ultrassonografias e endoscopias.

O Corujão é o lado mais visível das mudanças na área da saúde. São Paulo responde por cerca de 85 milhões de atendimentos de urgência e de emergência do SUS a cada ano, cerca de um terço do total do Brasil. Além disso, a cada 30 minutos, São Paulo absorve um paciente de outro Estado, fruto da excelência da sua rede pública.

Agora, é preciso expandir o atendimento, qualificar o serviço e aperfeiçoar sua eficiência. Em São Paulo, temos um conjunto de ações nesse sentido – e elas começam a apresentar resultados animadores.

Entregamos a ampliação e modernização da fábrica de vacinas contra a gripe do Instituto Butantan. Agora é possível produzir 140 milhões de doses por ano, a maior do Hemisfério Sul. Ampliamos a vacinação contra a febre amarela, com 725 mil novas doses. No Vale do Ribeira, onde se concentraram 97% dos casos, protegemos mais 48 mil pessoas e aumentamos a cobertura vacinal para 86,1% da população.

Zeramos a fila de consultas de oncologia da rede Hebe Camargo e contratamos e habilitamos novos serviços para os pacientes na Capital e no interior. Na média, a cada semana entregamos uma nova clínica tipo UBS nas regiões do Vale do Ribeira, Itapeva e Campinas. Compramos e entregamos 50 novas ambulâncias de resgate.

As inovações da saúde pública em São Paulo podem ser medidas em obras e em números. Porém, o verdadeiro valor do pronto atendimento e da qualidade do tratamento depende das pessoas que atendem ao público. Médicos, enfermeiros, administradores e auxiliares da rede pública de São Paulo têm um valor inestimável. Sem eles, não teríamos chegado aos expressivos resultados conquistados até agora. É uma ação conjunta e humanitária feita, também, com bom coração..

A reforma da Previdência livra o Brasil do atraso

O debate econômico no Brasil está paralisado por duas questões: quando a reforma da Previdência vai passar no Congresso Nacional e qual o tamanho do impacto fiscal desta mudança.

A proposta apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro prevê que o governo federal economize R$ 1 trilhão em dez anos. É uma urgência do nosso tempo. Ela exige a união daqueles que desejam outro ritmo no desenvolvimento do Brasil. O sistema atual levará à insolvência do Estado e a uma nova e grave recessão.

Em São Paulo, temos mantido o equilíbrio orçamentário. Mas, em sete Estados, o peso da Previdência já compromete os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Cinco Estados já possuem mais servidores aposentados do que na ativa. O prejuízo coletivo é evidente.

Há dois anos, temos um crescimento econômico pífio. Se é necessário diálogo e união entre os que desejam um país próspero, é também obrigatório desnudar quem pensa apenas nos próprios interesses. Fraudam o debate para manter privilégios e condenam o Brasil ao baixo crescimento e à perpetuação de injustiça e desigualdade.

Em janeiro último, em Davos, tive 23 encontros com investidores estrangeiros e líderes políticos mundiais. Todos tinham unânime expectativa de retomada dos investimentos no Brasil, mas só com a reforma da Previdência aprovada.

A Previdência define o rumo para o futuro do Brasil. Aprovar a reforma o mais rápido possível é ingressar no circulo virtuoso de crescimento contínuo.

Recentes erros econômicos comprometeram duas gerações de brasileiros. Vale arriscar outras? Enquanto países como Chile e Coréia do Sul arrancaram para anos de crescimento contínuo, o Brasil ficou amarrado por corporativismo e uma visão ideológica equivocada e atrasada.

A necessidade de se reformar a Previdência já passou pelo teste das ruas. É preciso, agora, passar pelo teste no Congresso. O modelo de crescimento ancorado no Estado, via subsídio estatais e fundos públicos, se esgotou.

As propostas para fortalecer uma economia liberal são defendidas pelos brasileiros de São Paulo. Precisamos de inflação sob controle, juros mais baixos, regras claras e mercado competitivo.

O novo ciclo de crescimento do Brasil só de dará quando os agentes privados tiverem confiança na recuperação das contas públicas.

Está na hora de a reforma da Previdência libertar o Brasil do atraso crônico e projetar o país para um futuro próspero, com menos pobreza e mais crescimento.

Economia criativa: cultura que transforma vidas

A gestão inovadora que começamos a implantar no governo de São Paulo reconhece e valoriza uma das maiores forças econômicas do novo século: o poder da economia criativa.

Em números, é um conjunto de atividades que envolve 100 mil empresas e instituições paulistas, gera 330 mil empregos diretos e faz 4% do PIB do Estado. Metade dessa força econômica está no interior e no litoral.

Um estudo de uma grande consultoria prevê que o setor cresça a taxas anuais superiores a 5% até 2022.

Em áreas como games e “e-sports”, essa velocidade pode triplicar.

A economia criativa engloba dois grandes núcleos de atividades que geram produtos, serviços e valor agregado com base em criatividade e imaginação. O mais conhecido é o núcleo cultural e artístico: cinema, literatura, música, artes visuais, teatro. O outro, igualmente transformador, é feito de design, moda, arquitetura, publicidade, games e gastronomia, entre outros.

Para estimular essas áreas e seus profissionais, contribuindo para gerar emprego, renda e desenvolvimento, transformamos a Secretaria de Cultura do Estado em Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Estamos agora lançando dois programas: o Forma SP e o Programa de Ação Cultural, o ProAC Expresso.

O primeiro é um programa de formação e capacitação que vai abrir as portas da economia criativa para dezenas de milhares de jovens num Estado em que a recessão dos anos do PT deixou metade deles sem ocupação fixa. Já o ProAC Expresso facilitará o acesso ao incentivo fiscal por meio de ICMS e ampliará o fomento direto, com mais recursos e menos burocracia.

Ao mesmo tempo em que dinamizaremos o setor, vamos elevar o rigor no acompanhamento e cobrar excelência nos resultados. Não haverá projetos fantasmas ou superfaturados nem privilégios para projetos alinhados com ideologias.

Queremos valorizar a vocação de São Paulo para as atividades culturais e criativas. Elas estão no DNA de todas as regiões paulistas. E são fundamentais para impulsionar setores como o turismo, a tecnologia e as telecomunicações.

Se a cidade de São Paulo tem hoje os maiores museus e os melhores espetáculos, é o sexto maior centro gastronômico do mundo e o maior polo de moda do continente, devemos isso aos artistas e aos trabalhadores da economia criativa. Esses ativos atraem, a cada ano, mais de 15 milhões de turistas do Brasil e do exterior.

A economia criativa traz muitos outros benefícios. Ela qualifica as pessoas, melhora sua imagem e autoestima. E, além de tudo, gera encanto e felicidade —um conjunto de elementos fundamentais para sermos uma sociedade melhor e mais justa. Aqui, a política cultural não é gasto, é investimento. Com alto potencial de retorno econômico e institucional..

Menos impostos, mais empregos em São Paulo e no Brasil

A carga tributária do Brasil é incompatível com a necessidade nacional de crescer, gerar empregos e dar oportunidades reais de desenvolvimento para a população.

O peso e a irracionalidade do sistema tributário destroem a competitividade de todos os setores da atividade econômica e das exportações brasileiras.

Segundo relatório anual da Receita Federal, a carga tributária bruta em 2017 atingiu 32,43% do PIB. Foi a maior em quatro anos, com alta de 0,43% sobre 2016.

Em 2016, nas Américas, só os cubanos pagaram mais impostos (42% do PIB) ao governo de Havana, que é oficialmente socialista, organizado e governado segundo o modelo marxista-leninista. Nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a carga média ficou em 34%. Para os cidadãos do Chile, único país sul-americano que participa do clube das nações mais desenvolvidas, 20%. Para os norte-americanos, 26%.

O Brasil não é apenas o país em que empresas gastam mais tempo para cumprir as regras do Fisco. Também é o que menos devolve, em benefícios reais aos cidadãos, o montante que arrecada. A indignação com a má qualidade dos serviços públicos, contrastada com o peso dos impostos, foi a semente da onda de protestos que varreu o país em 2013 e mudou a nossa história.

Simplificação e reduzir impostos são medidas tão necessárias quanto a reforma da Previdência.

Em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial, aplaudimos a proposta do ministro Paulo Guedes de baixar a tributação das empresas de 34% para 15% e taxar dividendos e juros sobre capital próprio para compensar a perda de receita, que será apenas inicial. Quando mais gente produz,mais se vende. A atividade econômica cresce, mais famílias são incluídas no mercado consumidor. E o Estado arrecada mais. É o círculo virtuoso.

É o que já estamos fazendo em São Paulo. Em dois meses de nova gestão, zeramos o ICMS de até 18% sobre os produtos hortifrutigranjeiros e baixamos a alíquota do mesmo imposto, de 25% para 12%, sobre querosene de aviação. São exemplos claros de como a redução de impostos e a desburocratização podem fomentar a atividade econômica.

São Paulo pretende repetir ações dessa natureza em vários setores da atividade econômica. Com menos burocracia, menos impostos, mais motivação para produtores e distribuidores, geramos mais crescimento, emprego e renda. Ao fazer isso, geramos mais arrecadação e desenvolvimento. E, assim, o Estado pode cumprir também o seu papel de indutor do desenvolvimento social – em São Paulo e no Brasil..

Um novo salto para o agronegócio

Nos próximos dez anos, só atitudes firmes irão atender necessidades do século 21. É preciso alimentar uma população maior e mais rica. Em 2030, o planeta deverá ter 8,6 bilhões de habitantes. A classe média global vai crescer e consumir mais alimentos, especialmente proteínas. Também é preciso reduzir emissões de poluentes, conter o aquecimento global e aumentar a preservação ambiental. E dados recentes atestam que não existe melhor resultado que o obtido pela pesquisa e inovação do agronegócio brasileiro.

Em quatro décadas, a produtividade nacional de trigo, arroz, milho, soja e feijão triplicou. Há 50 anos, o Brasil importava alimentos; agora, encabeça a produção mundial de soja, café, suco de laranja e açúcar. É líder global em exportação de carne bovina e de frango. Com 64 milhões de hectares, a área cultivada no país é igual às de Espanha e França somadas. Enquanto países europeus usam de 45% a 65% de seu território com agricultura, o Brasil ocupa apenas 7,6%. Os quatro maiores países em área cultivada – Índia, EUA, China e Rússia -, usam, cada um, mais que o dobro da lavoura brasileira.

O agro paulista é o mais diversificado e tecnológico do Brasil, respondendo por 20% do PIB do setor. Além de líder global em itens como açúcar e suco de laranja, São Paulo tem produção relevante de carne, etanol, café, milho e produtos de base florestal, o que mostra a força do empreendedorismo no campo.

Neste mês, zeramos o ICMS para frutas, verduras e hortaliças embaladas, em apoio a cerca de 50 mil produtores. Oferecemos condições para agregar valor e aumentar receita, reconhecendo a importância do trabalho de quem limpa, lava e embala seu produto. O governo apoia quem inova e leva mais qualidade à mesa dos brasileiros. O setor agrário também é responsável pela recuperação de áreas de nascentes e mananciais, além de ampliar a conservação de mata nativa. Graças aos produtores rurais, a cobertura vegetal atinge, hoje, 23% da área do estado. É possível elevar a produção agrícola e preservar o meio ambiente. O governo vai transformar em realidade o potencial multiplicador do agronegócio paulista. Vamos atrair investidores e dar segurança jurídica para plantio, produção e instalação de agroindústrias. O novo salto do agronegócio pressupõe marcos jurídicos claros, desburocratização, previsibilidade e estabilidade, pilares fortemente abalados sob a gestão do PT, que colocou a ideologia à frente dos interesses do país.

Ao eliminar entraves para investimento estrangeiro, haverá ainda mais crescimento do já pujante agronegócio brasileiro. Vamos produzir, vender e exportar com ousadia, tecnologia e respeito ao meio ambiente.

Nossa agricultura deve ser vista como modelo de avanço econômico aliado à preservação ambiental. O que o Brasil faz nessas duas áreas, nenhum país do mundo fez..

Segurança: um assunto de Estado!

Os recentes ataques criminosos contra os cidadãos e o Estado do Ceará não são fatos isolados. O problema se repete em outras regiões do Brasil, num ciclo intolerável de violência. Como chegamos a esse ponto? Não por acaso. O Brasil rompeu o patamar dos 60 mil homicídios anuais sob os governos do PT, que representaram uma década e meia de completa omissão na área da segurança pública.

Os Estados tinham de combater o crime isolados, sem repasses, sem apoio, sem integração com outras agências, completamente no escuro. O governo federal não foi apenas incompetente: tinha uma visão de mundo absolutamente torta, segundo a qual criminosos não podiam ser punidos porque não passavam de pobres vítimas da sociedade.

Os brasileiros, nas urnas, disseram basta. Agora, os Estados têm como parceiro o ministro da Justiça, Sergio Moro, o homem que derrotou os criminosos do colarinho branco e está empenhado em fazer o mesmo com o crime organizado. O ministro Moro e eu já nos reunimos duas vezes neste início de governo. Como resultado desse entendimento, em apenas 15 dias, São Paulo realizou três megaoperações de fiscalização e segurança urbana e rural – uma delas com participação da Polícia Rodoviária Federal, trabalhando lado a lado com a PM. Nessas ações, colocamos nas ruas do Estado mais de 67 mil PMs que abordaram mais de 150 mil pessoas e vistoriaram quase 86 mil veículos. Em 72 horas, prendemos 424 pessoas em flagrante, recapturamos 319 fugitivos, recuperamos 100 veículos roubados e apreendemos 90 quilos de drogas. É preciso fazer muito mais em segurança pública. E fazer mais rápido, para devolver a tranquilidade à nossa população. Por isso autorizei o uso de espingardas calibre 12 por todas as equipes da PM paulista, dia e noite, em todas as regiões do Estado. Todos, inclusive cabos e soldados, estarão armados com 5 mil dessas novas e mais potentes armas. Há quase 20 anos, sucessivos governos paulistas vêm reduzindo os homicídios de forma sustentada. Mas isso não foi suficiente para reduzir a insegurança nas ruas.

Nosso plano de combate ao crime prevê a instalação de 17 novos Baeps (Batalhões de Ações Especiais), que levarão o padrão operacional da Rota a todas as regiões do Estado. Os novos Deics regionais darão mais eficiência investigativa à Polícia Civil, e os COIs (Centros de Operação Integrada) municipais integrarão as ações de PMs, GCMs, Polícia Civil e Bombeiros. Em outra frente, vamos valorizar os policiais e melhorar equipamentos de trabalho. Outra inovação será a criação de presídios sob administração privada, mais seguros para a sociedade e capacitados a recuperar os presos por meio do estudo e do trabalho. São Paulo está pronto a encabeçar uma nova era da segurança pública no país. Quem já conseguiu fazer a redução histórica do índice de homicídios está pronto para dar os próximos passos. E alcançar um patamar de excelência no combate ao crime.