São Paulo e China, história promissora

A distância que separa São Paulo de Pequim tornou-se menor com a aproximação feita pela mais importante missão que o governo paulista já enviou à China. São Paulo pretende se tornar um ponto de vanguarda da Nova Rota da Seda, movimento de abertura e integração promovido pelo governo chinês.

Neste mês, estive à frente de uma comitiva de 35 empresários e autoridades estaduais para encontros com investidores e executivos em Pequim, Xian e Xangai. No último dia 9, o governo de São Paulo abriu escritório comercial em Xangai para promoção de comércio, investimentos e intercâmbio em tecnologia, infraestrutura, agronegócio, saúde, energia, educação e turismo.

São Paulo compra 38% de todos os produtos manufaturados da China que chegam ao Brasil. A China é o segundo destino das exportações paulistas, representando 12,46% do total. Temos 11 acordos de cooperação firmados entre São Paulo e China. E, em 2019, nosso governo já promoveu oito reuniões com autoridades chinesas.

A China tem US$ 70 bilhões investidos no Brasil e busca ampliar este estoque. Na missão deste mês, apresentei a empresas e bancos chineses um programa de desestatização, concessões e privatizações com 21 projetos em áreas como mobilidade urbana, aeroportos, trens, rodovias, hidrovias e portos.

Queremos parcerias para desenvolver uma linha de trem de passageiros com investimento de US$ 2 bilhões. Em Pequim, tivemos uma reunião com a CRCC, líder mundial no setor ferroviário. Em Xian, conversamos com a CR20, maior construtora da Ásia em receita. Ambas querem investir no transporte sobre trilhos de São Paulo. A CRCC deseja participar da Linha 6-Laranja, do Metrô, e a CR20 pretende disputar o Trem Intercidades.

Desejamos estimular mais operações chinesas nos portos de Santos e de São Sebastião. É um caso típico de ganha-ganha entre São Paulo e a China.

A COFCO, maior processadora e comerciante de alimentos da China, vai ampliar a importação de produtos do Brasil. E a área de processamento de produtos agrícolas é prioritária para o avanço da cooperação São Paulo-China. A disputa comercial entre EUA e China abre oportunidades para o Brasil. Porém, temos de buscar e concretizar esses negócios.

A China tem o Brasil como parceiro estratégico e fortalecemos o entendimento de que São Paulo tem bons projetos e segurança jurídica.

Trabalho, planejamento e educação fizeram da China uma potência econômica e tecnológica. Estreitar laços, aumentar a confiança mútua e ampliar nosso mercado bilateral são prioridades de São Paulo em relação à China. São consequências inescapáveis de quem enxerga o presente como atitude transformadora. E o futuro como oportunidade..

São Paulo no rumo certo do crescimento

São Paulo está fazendo sua parte para o Brasil superar o ciclo de recessão e baixo crescimento dos últimos anos. O estado respondeu por quase 40% de 351 mil novos empregos com carteira assinada gerados no país de janeiro a maio. Em 2019, São Paulo deve crescer cerca de 25% a mais do que a média nacional.

Gestão inovadora, confiança, investimentos e defesa do mercado são os motores da nossa política econômica. Economizamos R$ 300 milhões com revisão de contratos e convênios.

Reduzimos de 25 para 20 o número de secretarias estaduais e cortamos 500 cargos comissionados.

A prioridade é investir em saúde, educação e segurança pública.

Adotamos um programa de desestatização que alcança 62 diferentes áreas.

Está em curso, por exemplo, a maior concessão rodoviária do Brasil.

São 1.200 quilômetros a serem geridos pela iniciativa privada, com investimentos estimados de até R$ 14 bilhões em 30 anos.

Apoiamos a desestatização de tudo o que a iniciativa privada pode fazer com menor custo e mais qualidade no serviço à população.

Essa política tem sido decisiva para atrair novos investimentos, como os mais de R$ 13 bilhões já anunciados por GM, Toyota, Scania, Honda, CSN, P&G e outras empresas. No início de julho, fui a Londres defender novos negócios para São Paulo.

A JCB, fabricante inglesa de equipamentos e veículos pesados, anunciou investimento de R$ 100 milhões em sua fábrica em Sorocaba.

Firmamos parceria com um dos maiores grupos farmacêuticos do mundo, AstraZeneca, para modernizar o Hospital das Clínicas.

Nossa gestão defende o investimento e o emprego.

Às 132 mil novas vagas formais geradas em cinco meses em São Paulo, somam-se outras asseguradas pelas políticas do nosso governo.

É o caso dos 65 mil empregos diretos e indiretos da GM, que reverteu a decisão da matriz de fechar duas fábricas no Estado.

E também mais de 20 mil contratações de professores e 17 mil novos policiais.

No total, são mais de 220 mil trabalhadores que garantiram emprego ou conquistaram uma vaga nova, em benefício de cerca de um milhão de brasileiros de São Paulo.

A receita para o crescimento paulista é baseada em trabalho e cooperação, ao invés de ideologia e radicalização.

O país não aceita mais fórmulas populistas e assistencialistas.

O caminha certo para o desenvolvimento é a economia liberal, voltada para a modernização das empresas e a formação de profissionais.

É assim que São Paulo está avançando – e crescendo..